domingo, 16 de novembro de 2008

Eita crise!!!


Sempre tive muito medo do futuro, desde criança. Algumas vezes, quando meus pais me permitiam, assistia ao Jornal Nacional e ficava extremamente estressada com as notícias. Tinha medo das guerras, pena das pessoas que passavam fome (no Brasil e fora dele), e ficava apavorada só de ouvi falar no número de pessoas que já havia contraído o vírus da AIDS.
Pois bem, eu cresci, mas continuo bastante preocupada com a quantidade de problemas que a humanidade enfrenta. Só que hoje, minha preocupação não é mais com o meu futuro apenas, agora eu temo pelo meu filho que acabou de nascer. Queria, como toda mãe, um mundo perfeito para ele viver.
Obviamente, que hoje recebo as notícias do mundo de uma maneira diferente, e, de um tempo para cá, essa maneira de ver o que acontece no mundo mudou ainda mais, afinal sou responsável, junto com meu marido, por uma casa e uma criança depende da gente.
A crise financeira mundial é um exemplo, bem recente, de notícia que me aflige, mesmo que pareça tão distante. É exatamente por entender pouco esse problema que me preocupo com ele. Acho, inclusive, uma injustiça que um assunto tão complexo, envolva pessoas completamente leigas sobre ele.
Concordei plenamente com o nosso presidente Lula quando, na recente reunião do G20, ele declarou que os Estados Unidos é que tinham que resolver esse problema. Quando o Brasil outrora esteve em crise quem veio nos socorrer, o FMI? Por que o FMI também não se mete na economia americana? Mais uma vez concordei com Lula quando ele disse que nós não temos culpa se “os EUA fazem de sua economia, um cassino”, porque é exatamente o que é, um jogo de sorte, uma aposta. O pior de tudo é que não existe um culpado, ou melhor, existem vários e são todos anônimos. Uns culpados apontam outros e, no fim, acabam despistando a nossa atenção.
Toda essa confusão começou, só para refrescar a memória, devido a negociações que partiram do mercado imobiliário americano. Este último passou por uma fase de expansão, em 2001, justo no momento em que o país também dispunha de juros baixos, facilitando os empréstimos e financiamentos. Dentro deste cenário, a demanda por imóveis cresceu muito, comprar uma casa passou a ser um ótimo negócio, tanto para quem queria ter a sua casa própria, como para quem queria apenas investir para lucrar no futuro.
Também cresceu a procura por novas hipotecas, a fim de usar o dinheiro do financiamento para quitar dívidas e consumir. Foi justamente neste ponto que a coisa complicou, porque as companhias hipotecárias começaram a negociar com um grupo de pessoas que poderiam não consegui pagar as prestações de uma hipoteca, o chamado “subprime” americano.
Justamente por ser uma transação de risco, emprestar para o “subprime” significa taxas de retorno bem mais altas. A promessa de retornos altos atraiu gestores de fundos e bancos, que compraram esses títulos "subprime" das companhias hipotecárias e permitiram que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Um outro gestor, interessado no alto retorno envolvido com esse tipo de papel, comprou o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerou uma cadeia de venda de títulos.
No entanto, se a ponta dessa cadeia não consegue pagar suas dívidas é gerado um ciclo de não-recebimento o que cria um clima de desconfiança, resultando na retenção do crédito.
Para completar o problema, em 2006 os preços dos imóveis começaram a cair, os juros, por sua vez, já vinham subindo o que gerou uma onda de inadimplência. Com medo de novos calotes, o crédito nos EUA diminuiu o que fez a economia americana desaquecer. No mundo da globalização financeira, os problemas da economia americana (uma das mais importantes, se não for a mais importante) atingem todas as outras economias, diretamente ligadas a ela. Por isso o pessimismo influencia os mercados globais.
Na minha opinião, tudo isso está acontecendo por causa da ganância humana. Se não fossem esses especuladores que querem enriquecer sem produzir nada, só nesse negócio de comprar título e vender título, essa crise não estaria aí. Por outro lado, caberia ao governo americano coibir esses mesmo especuladores, criando uma política econômica sem brechas para que essas pessoas atuem, mesmo que isso signifique um crescimento mais lento.
Como falei anteriormente, é uma grande injustiça que essa economia da “sorte”, acabe prejudicando a nós brasileiros, cuja economia está começando a se destacar, além de outros países emergentes. Quando o problema é com um “grandão”, eles querem dividir as perdas, caso contrário, o problema é nosso!
Só sei que ando muito desconfiada. Ainda não tenho certeza de que maneira serei atingida por essa crise, só sei que serei, afinal, como diz o ditado “a corda sempre arrebenta do lado mais fraco”.

3 comentários:

Zoologia disse...

oi irmã....

adorei seu blog....


muito muito mesmo


parabens!!!

Anônimo disse...

muito boa a iniciativa!!!


pode contar comigo como leitor...e divulgador viu?!?!

xeros

Anônimo disse...

¨Foi esclarecedor...porém¨Nenhum mal te atingirá,nenhum flagelo chegará à tua tenda,porque aos seus anjos Ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos...porque o Senhor é teu refúgio.¨