segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

E a vida..

A vida é, de verdade, surpreendente! Não me canso de filosofar sobre esse tema porque ele nunca fica repetitivo. A vida de cada um é uma transformação constante e é por isso que a gente sempre tem o que contar, sempre tem uma novidade! É por isso também que esse assunto é tão interessante para todos, afinal, quem nunca contou, ou procurou saber sobre alguma “fofoca” (boa ou ruim!)da vida de alguém? Quem nunca fez que atire a primeira pedra!

Bom mas esse “nariz de cera” todinho foi para eu começar a falar das mudanças (ou novidades) da minha vida. Já falei neste mesmo blog de vários outros momentos, quando comecei a escrever aqui tinha acabado de ter um filho, Francisco. Já falei várias vezes dele aqui e também do meu marido, além da minha vida profissional etc. De cinco anos pra cá (quando comecei a namorar Fellipe), minha vida parece que deu uma acelerada, as coisas não pararam de acontecer: casamos depois de oito meses de namoro; curtimos nossa primeira casinha (que era um charme); engravidamos ao completarmos um ano de casados; Francisco nasceu nove meses depois e encheu a nossa vida de alegria, amor e muita bagunça também; compramos nosso apartamento próprio; mobiliamos tudo com muito carinho e agora teremos um outro filhote, João! Pois é, outro meninão, e eu serei bendita entre os homens...eheheh

Mas as coisas não param por aí não, eu também estreei este ano como tia, minha irmã Gabi se tornou mamãe pela primeira vez e, pasmem, é outro menino, Bernardo! Acho que só sai homem desta família. Ainda não conheço Bernardo pessoalmente (que agora tem dois meses), ele mora em Petrolina com a mamãe e o papai dele, mas agora, no final de janeiro, vou visitar esse meu lindo e vê-lo se batizar. Francisco também vai conhecer o seu primeiro priminho!

Vou parando por aqui, a Folha me chama, tenho que ir para o trabalho, mas volto em breve (que pode não ser tão breve assim por causa da minha vida corrida) para contar mais novidades...  

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

E a burguesia brasileira diz:

Desculpem meus amigos, mas vou votar no Serra. Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito… Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares. Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. “É uma vergonha!”, como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro.E nos aeroportos, agora pobre também viaja de avião, me dá raiva viajar ao lado desses manés que se acham que são gente como nós. Basta, porque eles não viajam de ônibus cambada de gentalha.Quero minha liberdade, portanto voto no Serra, Xôu cambada de manés pobretões.

(Isso foi um comentário de alguém em uma matéria a favor de Dilma...kkkk... é a cara do eleitor de Serra!)

Chico Buarque apóia Dilma

Chico Buarque assina manifesto em apoio a Dilma Rousseff
Documento, também apoiado por Leonardo Boff, Emir Sader e Eric Nepomuceno, defende união em torno da candidatura petista
Liderados por Chico Buarque, Leonardo Boff, Emir Sader e Eric Nepomuceno, um grupo de artistas e intelectuais divulga um manifesto em apoio a candidatura de Dilma Rousseff. O documento, que será entregue à candidata em um ato político no dia 18 de outubro, no Rio de Janeiro, defende a união de forças para garantir os avanços na inclusão social, preservação dos bens e serviços da natureza e a nova posição do Brasil no cenário internacional. Leia abaixo o manifesto.

Manifesto de artistas e intelectuais pró Dilma:

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos para apoiar Dilma Rousseff. Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Leonardo Boff

Chico Buarque

Fernando Morais

Emir Sader

Eric Nepumuceno

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Não vamos deixar que calem Maria Rita Khel

Maria Rita Khel era colunista do Estadão e foi demitida porque resolveu expor a sua opinião e sua indignação com certas injustiças cometidas contra o governo Lula: mentiras e absurdos espalhados por e-mail. Mas os recursos da internet também podem ser usados para o bem e não podemos deixar que O Estado de São Paulo consiga seu objetivo de calar essa cidadã consciente. Vamos divulgar pessoal!



Por Maria Rita Khel*

Este jornal ( O Estado de São Paulo) teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.
Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.
Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.
Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.
O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".
Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.
Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

*Matéria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo e reproduzida do site O Escrevinhador.

Mais esclarecimentos para quem continua cego

Este artigo, escrito por um pastor evangélico, foi publicado pela Carta Capital e fala mais um pouco sobre as mentiras ditas sobre Dilma e até mesmo sobre Marina durante o período de campanha eleitoral. É bastante curiosa (para não dizer óbvia) a constatação desse esclarecido líder religioso de que o candidato Serra foi “incrivelmente” poupado desses e-mails absurdos que circularam pala internet, apesar deste candidato já ter feito declarações e até tomado atitudes “condenáveis” por essa parcela da população que é contra o aborto e o homossexualismo.  Confira o texto:

Eleições 2010 e os aproveitadores da boa fé da crueldade evangélica
Segunda Igreja 6 de outubro de 2010 às 17:14h
Por Rev. Sandro Amadeu Cerveira*
Talvez eu tenha falhado como pastor nestas eleições. Digo isso porque estou com a impressão de ter feito pouco para desconstruir ou no pelo menos problematizar a onda de boataria e os posicionamentos “ungidos” de alguns caciques evangélicos. [1]Talvez o mais grotesco tenham sido os emails e “vídeos” afirmando que votar em Dilma e no PT seria o mesmo que apoiar uma conspiração que mataria Dilma (por meios sobrenaturais) assim que fosse eleita e logo a seguir implantaria no Brasil uma ditadura comunista-luciferiana pelas mãos do filho de Michel Temer. Em outras o próprio Temer seria o satanista mor. Confesso que não respondi publicamente esse tipo de mensagem por acreditar que tamanha absurdo seria rejeitada pelo bom senso de meus irmãos evangélicos. Para além da “viagem” do conteúdo a absoluta falta de fontes e provas para estas “notícias” deveria ter levado (acreditei) as pessoas de boa fé a pelo menos desconfiar destas graves acusações infundadas. A candidata Marina Silva, uma evangélica da Assembléia de Deus, até onde se sabe sem qualquer mancha em sua biografia, também não saiu ilesa. Várias denominações evangélicas antes fervorosas defensoras de um “candidato evangélico” a presidência da república simplesmente ignoraram esta assembleiana de longa data.Como se não bastasse, Marina foi também acusada pelo pastor Silas Malafaia de ser “dissimulada”, “pior do que o ímpio” e defender, (segundo ele), um plebiscito sobre o aborto. Surpreende como um líder da inteligência de Malafaia declare seu apoio a Marina em um dia, mude de voto três dias depois e a apenas 6 dias das eleições desconheça as proposições de sua irmã na fé.De fato Marina Silva afirmou (desde cedo na campanha, diga-se de passagem) que “casos de alta complexidade cultural, moral, social e espiritual como esses, (aborto e maconha) deveriam ser debatidos pela sociedade na forma de plebiscito”, mas de fato não disse que uma vez eleita ela convocaria esse plebiscito.O mais surpreendentemente, porém foi o absoluto silêncio quanto ao candidato José Serra. O candidato tucano foi curiosamente poupado. Somente a campanha adversária lembrou que foi ele, Serra a trazer o aborto para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Enquanto ministro da saúde o candidato do PSDB assinou em 1998 a norma técnica do SUS ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez. Fiquei intrigado que nenhum colega pastor absolutamente contra o aborto tenha se dignado a me avisar desta “barbaridade”.Também foi de estranhar que nenhum pastor preocupado com a legalização das drogas tenha disparado uma enxurrada de-mails alertando os evangélicos de que o presidente de honra do PSDB, e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defenda a descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal. Por fim nem Malafaia, nem os boateiros de plantão tiveram interesse em dar visibilidade à notícia veiculada pelo jornal a Folha de S. Paulo (Edição eletrônica de 21/06/10) nos alertando para o fato de que “O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira ser a favor da união civil e da adoção de crianças por casais homossexuais.” Depois de tudo isso é razoável desconfiar que o problema não esteja realmente na posição que os candidatos tenham sobre o aborto, união civil e adoção de crianças por homossexuais ou ainda a descriminalização da maconha. Se o problema fosse realmente o comprometimento dos candidatos e seus partidos com as questões acima os líderes evangélicos que abominam estas propostas não teriam alternativa.A única postura coerente seria então pregar o voto nulo, branco ou ainda a ausência justificada. Se tivessem realmente a coragem que aparentam em suas bravatas televisivas deveriam convocar um boicote às eleições. Um gigantesco protesto a-partidário denunciando o fato de que nenhum dos candidatos com chances de ser eleitos tenha realmente se comprometido de forma clara e inequívoca com os valores evangélicos. Fazer uma denúncia seletiva de quem está comprometido com a “iniquidade” é, no mínimo, desonesto.Falar mal de candidato A e beneficiar B por tabela (sendo que B está igualmente comprometido com os mesmo “problemas”) é muito fácil. Difícil é se arriscar num ato conseqüente de desobediência civil como fez Luther King quando entendeu que as leis de seu país eram iníquas.Termino dizendo que não deixarei de votar nestas eleições.Não o farei por ter alguma esperança de que o Estado brasileiro transforme nossos costumes e percepções morais em lei criminalizando o que consideramos pecado. Aliás tenho verdadeiro pavor de abrir esse precedente.Não o farei porque acredite que a pessoa em quem votarei seja católica, cristã ou evangélica e isso vá “abençoar” o Brasil. Sei, como lembrou o apóstolo Paulo, que se agisse assim teria de sair do mundo.Votarei consciente de que os temas aqui mencionados (união civil de pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, descriminalização de algumas drogas entre outras polêmicas) não serão resolvidos pelo presidente ou presidenta da república. Como qualquer pessoa informada sobre o tema, sei que assuntos assim devem ser discutidos pela sociedade civil, pelo legislativo e eventualmente pelo judiciário (como foi o caso da lei de biossegurança) com serenidade e racionalidade.Votarei na pessoa que acredito representa o melhor projeto político para o Brasil levando em conta outras questões (aparentemente esquecidas pelos lideres evangélicos presentes na mídia) tais como distribuição de renda, justiça social, direitos humanos, tratamento digno para os profissionais da educação, entre outros temas. (Ver Mateus 25: 31-46) Estas questões até podem não interessar aos líderes evangélicos e cristãos em geral que já ascenderam à classe média alta, mas certamente tem toda a relevância para nossos irmãos mais pobres.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Golpe baixo

Amigos,

É incrível o que se faz hoje para tentar enganar e persuadir o povo, muitas vezes mal informado. O blog “Seja dita a verdade”, fez uma compilação dos emails falsos que circularam durante a campanha sobre Dilma Rousseff e seus respectivos desmentidos. Cada link remete o leitor ao texto em questão. É com esse tipo de golpe baixo que o adversário tenta ganhar a corrida eleitoral e desviar o Brasil do caminho de desenvolvimento iniciado por Lula. Mas o povo brasileiro não vai deixar isso acontecer e o Brasil vai seguir mudando com Dilma!

Leiam e espalham:



A morte de Mário Kosel Filho: http://migre.me/1pfAb



A Ficha Falsa de Dilma Rousseff na ditadura http://migre.me/1pfCc



O porteiro que desistiu de trabalhar para receber o Bolsa-Família http://migre.me/1pfEJ



Marília Gabriela desmente email falso http://migre.me/1pfSW



Dilma não pode entrar nos Estados Unidos http://migre.me/1pfTX



Foto de Dilma ao lado de um fuzil é uma montagem barata http://migre.me/1pfWn



Lula/Dilma sucatearam a classe média (B) em 8 anos: http://migre.me/1pfYg



Email de Dora Kramer sobre Arnaldo Jabor é montagem http://migre.me/1pfZH



Matéria sobre Dilma em jornais canadenses é falsa: http://migre.me/1pg1t



Declarações de Dilma sobre Jesus Cristo – mais um email falso: http://migre.me/1pg2F



Fraude nas urnas com chip chinês – falsidade que beira o ridículo: http://migre.me/1pg58



Vídeo de Hugo Chaves pedindo votos a Dilma é falso: http://migre.me/1pg6c



Matéria sobre amante lésbica de Dilma é invenção: http://migre.me/1pg7p





Fonte: http://www.sejaditaverdade.net/

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ele não é moleza!!!

Faz um tempo que não falo da minha jornada de mãe, mas isso não significa que ela esteja mais tranquila, ao contrário, Francisco está cada vez mais traquina, muito levado mesmo, não é exagero de mãe! Vou tentar relatar mais ou menos um dia com ele (ou seja, todos os meus dias):
Francisco acorda, normalmente, entre 5h e 6h e, sem nenhuma piedade, literalmente pula em cima de mim e de Fellipe. Não posso deixar de compartilhar com vocês, meus caros amigos, que eu chego do trabalho por volta da meia-noite, isso significa que depois de tomar um banho, comer e tentar relaxar, eu durmo, geralmente, às 2h (conseguem entender o meu drama?)
Depois que a gente tenta de tudo para ele dormir mais um pouquinho, desistimos e um de nós levanta para ficar com ele. Normalmente quem sai da cama é Fellipe, que dorme mais cedo do que eu, mas algumas vezes ele não aguenta e sobra pra mim mesmo! Francisco já sai da cama elétrico, vai correndo para os seus brinquedos , pega todos de uma vez e joga tudo no chão. Ele faz uma bagunça inacreditável logo cedo e faz tanto barulho que fico com pena da vizinha do andar de baixo.
Quem acorda para cuidar dele fica ali, parado por um tempo, tentando acordar e contemplando aquela zona! Depois da brincadeira ele reclama de fome, aí a gente tem que ir para a cozinha lavar o liquidificador (que ficou sujo do leitinho da noite anterior) e fazer a vitamina da manhã (só com leite e frutas, sem massa, uma recomendação da pediatra para ele ter fome da hora do almoço).
Francisco fica eufórico quando escuta o barulho do liquidificador, corre para o sofá da sala, encosta na almofada e fica esperando o café da manhã. Depois que ele toma tudinho começa outra etapa: a do banho. Dar banho em Francisco é sinônimo de sair totalmente molhado, além, é claro, de deixar o banheiro alagado. Vestir meu filhote também não é lá muito tranqüilo, às vezes ele sai correndo pelado pela casa quando a gente se vira para pegar a roupinha dele, aí vira bagunça! Quando a gente consegue colocar a roupa e vai tentar pentear os cabelos dele é outra novela! A única coisa fácil é colocar o perfume...eheheh
Vocês devem estar pensando que, depois de tudo isso, já devem ter passado horas, mas é um engano! Terminamos de fazer tudo isso até às 7h30, e olhe que eu esqueci de falar que no meio dessa maratona ainda tem a parte de escovar os dentes dele, que é uma ginástica! Nesse horário, graças a Deus, chega a nossa secretária, Lenita, que me ajuda com a bagunça que Francisco faz e também quebra muitos galhos nos cuidados com ele. Só depois que ela chega é que eu consigo comer alguma coisa, mesmo assim, com certa dificuldade porque Chico quer atenção o tempo todo! Muitas vezes ela fica brincando com ele para eu dormir mais um pouquinho, depois eu assumo.
Como eu disse inicialmente, Chico tem uma bateria eterna, ele não fica quieto nem um minuto. Ele corre o tempo todo: do quarto dele para a sala, de lá para o escritório ou para o meu quarto, só não vai para a cozinha porque já sabe que não pode entrar lá (é perigoso). Não satisfeito em apenas correr dentro de casa e jogar os brinquedos, ele me arrasta junto, quer que eu preste atenção em tudo e brinque também.
Além disso, tem os filminhos: nosso filhote é apaixonado por seus DVDs e ele não sossega enquanto não colocamos ao menos um para ele assistir. É o único momento em que é possível ver o pimpolho parado e concentrado (confesso que até fico tentada em deixá-lo assistir quantos filminhos quiser, mas não posso fazer isso, a brincadeira e os passeios são importantes para o desenvolvimento dele).
Francisco presta tanta atenção nos filmes que já sabe tudo decorado, inclusive as músicas dos desenhos, até aquelas em inglês (claro que ele não canta a música corretamente), é um garotinho muito esperto e inteligente! Ele também dança muito bem, dentro do ritmo. Inventa suas próprias coreografias e tem muita coordenação.
Continuando a rotina de Chico, após o filme ele passa um tempo choramingando para tentar me convencer a colocar outro, mas comigo não tem acordo, eu invento outra coisa para a gente brincar e ele acaba se conformando. Outro dia eu fiz uma cabana com as cadeiras da sala e um lençol, ele adorou, ficou um tempão brincando lá dentro...eheheh
A hora do almoço tem sido o momento mais difícil dessa minha jornada de mãe! Francisco não come fácil (mesmo eu tendo seguido todas as recomendações dos pediatras, mas as crianças são diferentes, elas não reagem sempre da mesma forma). É uma verdadeira luta, algumas vezes, quando ele não quer comer de jeito nenhum eu tiro ele da mesa e não dou outra opção, deixo ele ficar com fome, quando ele reclama, ofereço o almoço novamente. Mas, algumas vezes, isso também não dar certo, aí eu preciso oferecer outra coisa. Outras vezes, quando eu tenho mais tempo, invento brincadeiras na mesa, deixo ele comer com as mãos, tudo para conseguir fazê-lo comer mais um pouquinho. A minha última alternativa é colocar um DVD, aí ele come e nem sente (mas isso não pode se tornar uma rotina, porque a criança não presta atenção no que está fazendo e acaba ficando dependente para comer, é preciso estimular a criança a gostar do momento da refeição, colocar ela na mesa junto com os outros e deixar que ela coma sozinha, mesmo que faça sujeira, tudo é um aprendizado, por isso eu insisto tanto nessa hora!)
Quando Chico não tira uma soneca pela manhã ele faz isso depois do almoço. Tento não deixar ele dormir muito, no máximo uma hora e meia, mas algumas vezes fico com pena de acordar, mas aí a gente sofre à noite, porque ele demora para dormir. Quando eu o acordo, ele fica de mau-humor, chora um pouco e fica carente, querendo colo, mas eu não posso ficar muito com ele porque tenho que começar a me arrumar para ir trabalhar. Nesse horário minha mãe chaga lá em casa, ela fica com Francisco para eu sair e cuida dele até Fellipe chegar do trabalho (por volta das 19h), aí ele assume. Normalmente minha mãe já dá o jantar de Francisco, escova os dentes e dá o banho. Fellipe brinca com ele um pouco até a hora de dormir, aí ele faz um leitinho pra Chico e depois que ele toma coloca o garotinho para dormir (mais ou menos às 21h, algumas vezes 22h).
Eu só chego em casa por volta da meia-noite, cumpro meu ritual e desabo na cama completamente esgotada... mas feliz e grata a Deus por tudo que Ele me deu!

terça-feira, 18 de maio de 2010

"Lula, as elites e o vira-latas"

Recebi o texto abaixo do meu tio e adorei!!! A notícia já é velha, todo mundo já leu sobre a escolha de Lula como líder mais influente do mundo pela revista Time, mas achei o texto interessante e merecedor de destaque, então resolvi "divulgar" humildemente no meu blog. As pessoas precisam lembrar do que o Brasil era e do que ele é agora. A "Era Lula" não só trouxe mudanças sociais importante para o país, ela também abriu as portas do mundo para esta nação, que, no meu tempo de escola, era classificada nos livros de Estudos Sociais como um país de terceiro mundo. Agora somos uma nação em desenvolvimento, uma grande economia, com boa influência internacional! Quando a gente podia imaginar um presidente brasileiro envolvido em questões cruciais para o mundo, como o recém-fechado acordo nuclear com o Irã (coisa que os que se dizem desenvolvidos pelejavam há meses para conseguir); fazendo parte e atuando no Conselho de Segurança da ONU; ajudando a resolver conflitos seculares no Oriente Médio, onde é aclamado por líderes dos dois lados; entre outros feitos?! Lula não é somente mais um presidente do Brasil, ele é um marco para os brasileiros, um exemplo a ser seguido, é "o cara", como disse Barack Obama, o "nordestino de origem pobre e com deficiências de formação notória" que fez o Brasil deixar de ser, no cenário internacional, apenas sinônimo de samba, mulatas bonitas e praia (além, é claro, de exploração sexual), para se tornar uma nação atuante, que tem algo a oferecer (e que até deixou de ser devedora para se tornar credora do FMI). Enfim, Lula é um grande orgulho e a elite brasileira teve, terá sempre que engolir isso!

Leiam o texto abaixo:



Seguindo outros grandes meios de comunicação globais, a revista Time escolheu o presidente Lula como o líder mais influente do mundo. A notícia repercutiu em todo o mundo, sendo matéria de primeira página, no jornalão El País.

Elite e preconceito

Na verdade a matéria o apontava como o homem mais influente do mundo, posto que nem só políticos fossem alinhados na larga lista composta pelo Time. Esta não é a primeira vez que Lula merece amplo destaque na imprensa mundial. Os jornais Le Monde, de Paris, e o El País, o mais importante meio de comunicação em língua espanhola (e muito atento aos temas latino-americanos) já haviam, na virada de 2009, destacado Lula como o "homem do ano". O inédito desta feita, com a revista Time, foi fazer uma lista, incluindo aí homens de negócios, cientistas e artistas mundialmente conhecidos. Entre os quais está o brasileiro Luis Inácio da Silva, nascido pobre e humilde em Caetés, no interior de Pernambuco, em 1945, o presidente do Brasil aparece como o mais influente de todas as personalidades globais. Por si só, dado o ponto de parti da trajetória de Lula e as deficiências de formação notórias é um fato que merece toda a atenção. No Brasil a trajetória de Lula tornou-se um símbolo contra toda a forma de exclusão e um cabal desmentido aos preconceitos culturalistas que pouco se esforçam para disfarçar o preconceito social e de classe.

É extremamente interessante, inclusive para uma sociologia das elites nacionais, que o brasileiro de maior destaque no mundo hoje seja um mestiço, nordestino, de origens paupérrimas e com grande déficit de educação formal. Para todos os segmentos das elites nacionais, nostálgicas de uma Europa que as rejeita, é como uma bofetada! E assim foi compreendida a lista do Time. Daí a resposta das elites: o silêncio sepulcral!

Lula Líder Mundial

Desde 2007 a imprensa mundial, depois de colocá-lo ao lado de líderes cubanos e nicaraguenhos num pretenso "eixinho do mal", teve que aceitar a importância da presença de Lula nas relações internacionais e reconhecer a existência de uma personalidade original, complexa e desprovida de complexos neocoloniais. Em 2008 a Newsweek, seguida pela Forbes, admitiam Lula como um personagem de alcance mundial. O conservador Financial Times declarava, em 2009, que Lula, "com charme e habilidade política" era um dos homens que haviam moldado a primeira década do século XXI. Suas ações, em prol da paz, das negociações e dos programas de combate à pobreza eram responsáveis pela melhor atenção dada, globalmente, aos pobres e desprovidos do mundo.

Mesmo no momento da invasão do Iraque, em busca das propaladas "armas de destruição em massa", Lula havia proposto a continuidade das negociações e declarado que a guerra contra a fome era mais importante que sustentar o complexo industrial-militar norte-americano.

Em 2010, em meio a uma polêmica bastante desinformada no Brasil - quando alguns meios de comunicação nacionais ridicularizaram as propostas de negociação para a contínua crise no Oriente Médio - o jornal israelense Haaretz - um importante meio de comunicação marcado por sua independência - denominou Lula de "profeta da paz", destacando sua insistência em buscar soluções negociadas para a paz. Enquanto isso, boa parte da mídia brasileira, fazendo eco à extrema-direita israelense, procurava diminuir o papel do Brasil na nova ordem mundial.

Lula, talvez mesmo sem saber, utilizando-se de sua habilidade política e de seu incrível sentido de negociações, repetia, nos mais graves dossiês internacionais, a máxima de Raymond Aron: a paz se negocia com inimigos. As exigências, descabidas e mal camufladas de recusa ás negociações, sempre baseadas em imposições, foram denunciadas pelo presidente brasileiro. Idéias pré-concebidas estabelecendo a necessidade de mudar regimes para se ter a paz ou usar as baionetas para garantir a democracia foram consideradas, como sempre, desculpas para novas guerras. Lula mostrou-se, em várias das mais espinhosas crises internacionais, um negociador permanente. Foi assim na crise do golpe de Estado na Venezuela em 2002 (quando ainda era candidato) e nas demais crises sul-americanas, como na Bolívia, com o Equador e como mediador em crises entre outros países.

Lula negociador

O mais surpreendente é que o reconhecimento internacional do presidente brasileiro não traz qualquer orgulho para a elite brasileira. Ao contrário. Lula foi ridicularizado por sua política no Oriente Médio. Enquanto isso o presidente de Israel, Shimon Perez ou o Grande-Rabino daquele país solicitavam o uso do livre trânsito do presidente para intervir junto ao irascível presidente do Irã. Dizia-se aqui que Lula ofendera Israel, enquanto o Haaretz o chamava de "profeta da paz" e a Knesset (o parlamento de Israel) o aplaudia em pé. No mesmo momento o Brasil assinava importantes acordos comerciais com Israel.

Ridicularizou-se ao extremo a atuação brasileira em Honduras, sem perceber a terrível porta que se abria com um golpe militar no continente. Lula teve a firmeza e a coragem, contra a opinião pública pessimamente informada, de dizer e que “... a época de se arrancar presidentes de pijama" do palácio do governo e expulsá-los do país pertencia, definitivamente, a noite dos tempos.

Honduras teve que arcar com o peso, e os prejuízos, de sustentar uma elite empedernida, que escrevera na constituição, após anos de domínio ditatorial, que as leis, o mundo e a vida não podem ser mudados. Nem mesmo através da expressa vontade do povo! E a elite brasileira preferiu ficar ao lado dos golpistas hondurenhos e aceitar um precedente tenebroso para todo o continente.

Brasil, país no mundo!

Também se ridicularizou a abertura das relações do Brasil com o conjunto do planeta. Em oito anos abriu-se mais de sessenta novas representações no exterior, tornando o Brasil um país global. Os nostálgicos do "circuito Helena Rubinstein" - relações privilegiadas com Nova York, Londres e Paris - choraram a "proletarização" de nossas relações. Com a crise econômica global - que desmentiu os credos fundamentalistas neoliberais - a expansão do Brasil pelo mundo, os novos acordos comerciais (ao lado de um mercado interno robusto) impediram o Brasil de cair de joelhos. Outros países, atrelados ao eixo norte-atlântico e aqueles que aceitaram uma "pequena Alca", como o México, debatem-se no fundo de suas infelicidades. Lula foi ridicularizado quando falou em "marolhinha". Em seguida o ex-poderoso e o ex-cent ro anti-povos chamado FMI, declarou as medidas do governo Lula como as mais acertadas no conjunto do arsenal anti-crise.

Mais uma vez silêncio das elites brasileiras!

Lula foi considerado fomentador da preguiça e da miséria ao ampliar, recriar, e expandir ações de redistribuição de renda no país. A miséria encolheu e mais de 91 milhões de brasileiros ascenderam para vivenciar novos patamares de dignidade social... A elite disse que era apoiar o vício da preguiça, ecoando, desta feita sabendo, as ofensas coloniais sobre "nativos" preguiçosos. Era a retro-alimentação do mito da "pereza ibérica". Uma ajuda de meio salário, temporária, merece por parte da elite um bombardeio constante. A corrupção em larga escala, dez vezes mais cara e improdutiva ao país que o Bolsa Família, e da qual a elite nacional não é estranha, nunca foi alvo de tantos ataques.

A ONU acabou escolhendo o Programa Bolsa Família como símbolo mundial do resgate dos desfavorecidos. O ultra-conservador jornal britânico The Economist o considerou um modelo de ação para todos os países tocados pela pobreza e o Le Monde como ação modelar de inclusão social.

Mais uma vez a elite nacional manteve-se em silêncio!

Em suma, quando a influente revista, sem anúncios do governo brasileiro, Time escolhe Lula como o líder mais influente do mundo, a mídia brasileira "esquece” de noticiar. Nas páginas internas, tão encolhidas como um vira-lata em dia de chuva noticia-se que Lula “... está entre os 25 lideres mais influentes do mundo". Errado! A lista colocava Lula como "o mais" influente do mundo.

Agora se espera o silêncio da elite brasileira!


Texto de Francisco Carlos Teixeira, professor Titular de História Moderna e Contemporânea da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

sábado, 8 de maio de 2010

Adeus a Memélia


Sou fã de Chico Buarque, desde sempre! Mas não é só por causa da boa música, ou da poesia das suas letras (Chico desabafou em um DVD que eu assisti recentemente, acho que foi no “Palavra Encantada” , que não gosta de ser chamado de poeta, porque não é um, mas mesmo assim não consigo pensar nele e não lembrar de poesia). Adoro Chico, por tudo, por sua simplicidade, convicções políticas (iguais às minhas), pelo seu talento também para a literatura, pelo seu passado de resistência e pelo que ele representa, até hoje, para muitas pessoas. Mas o motivo deste textinho não é para ficar me derramando em elogios, na verdade é um lamento. Quero lamentar e registrar aqui o dia da morte da mãe do meu querido ídolo, dona Maria Amélia Alvim Buarque de Holanda, que faleceu na madrugada da quinta-feira, dia 6 de maio, aos 100 anos de idade.
É uma grande pena, afinal a perda foi tão perto do dia das mães, apesar de achar que Chico não leva muito em conta essa data, que, no fundo, é uma criação comercial. Porém, neste domingo, milhares de pessoas estarão celebrando e homenageando suas mães, e deve ser, com certeza, triste não ter a sua por perto, para pelo menos dar um beijo.
Dona Amélia, uma grande mulher, era viúva do historiador Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT). Ela morreu tranquilamente, enquanto dormia, na sua casa, em Copacabana (Rio de Janeiro). No auge dos seus 100 ano, ela não tinha nenhum problema de saúde, apenas chegou a hora dela, ou como alguns gostam de falar: ela terminou sua missão!
Memélia, como era conhecida (apelido dado por sua neta, a também famosa Bebel Gilberto), foi velada em cerimônia discreta, como ela, restrita à família e aos amigos e seu corpo foi cremado hoje (sábado dia 08 de maio), como aconteceu com o seu marido, que faleceu em abril de 1982, aos 79 anos, em São Paulo.
Pessoas que admiro muito faziam parte do círculo de amizade de Memélia, como o arquiteto Oscar Niemeyer, 102, e o nosso genial presidente Lula, que afirmou: “mesmo sendo filha de família tradicional, durante toda a vida, lutou e apoiou as lutas pela liberdade e por uma sociedade mais igualitária". Lula participou das comemorações do centenário de Memélia, meses atrás.

HISTÓRIA
Memélia nasceu no Rio, em 25 de janeiro de 1910. Morou em Laranjeiras, no Cosme Velho e, a partir dos cinco anos, em Copacabana. Aos oito já era torcedora fanática do Fluminense -paixão transmitida ao filho Chico - e chegava a telefonar para o clube perguntando o resultado dos jogos. "Mamãe me achava meio maluquinha", contou, em 1997, em entrevista à revista "TPM".
Foi durante um baile de Carnaval, aos 26 anos, que Memélia conheceu Sérgio Buarque de Holanda. "Antes de casar, eu já senti que estava muito "emparceirada' com ele", disse ela. "Pensávamos do mesmo jeito, eu não fazia questão de ser rica, tinha muita admiração pelo trabalho dele."
Durante as décadas em que viveram juntos, Memélia cuidava da casa e dos sete filhos - que renderam 14 netos e 14 bisnetos -, enquanto o marido produzia obras como "Raízes do Brasil", cujos originais ela teve o privilégio de ler em primeira mão. "Acho que a coisa mais bonita de Sérgio era o amor dele pelo trabalho, a vibração com que fazia as coisas”, dizia.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O apartamento dos nossos sonhos

Já faz algum tempo e muita gente já sabe, mas eu quis deixar registrado aqui o tamanho da nossa felicidade (minha e de Fellipe): 2009 foi um ano de realizações nas nossas vidas, não tanto quanto em 2008, quando nasceu o nosso filhote, mas no ano que passou atingimos um dos nossos maiores objetivos, compramos o nosso primeiro apartamento!! Deus sabe o quanto queríamos isso e o quanto nos esforçamos para conseguir, fomos abençoados e cá estamos, no nosso cantinho.
O AP não é muito grande, mas é lindo e confortável e vai ficar mais lindo ainda depois que a gente mobiliar do jeitinho que sonhamos, vai ficar um charme, a cara da minha família, concordam? Sadi, meu irmão, que é designer, está nos ajudando a deixar tudo em ordem, já fez o projeto dos móveis e agora vamos partir para os detalhes como iluminação e decoração. Mal posso esperar para ver minha casinha pronta! Essa é a principal meta de 2010, na área domiciliar, porque estamos fervilhando de planos e eu volto aqui para contar tudo, quando os planos se tornarem realidade!