Sete meses se passaram desde a última vez em que escrevi aqui, nesse tempo muitas coisas aconteceram, coisas boas e outras nem tanto, mas tudo foi importante para que eu compreendesse melhor o que é viver e os riscos desta grande aventura. É preciso ter um dom, uma verdadeira vocação para seguir em frente quando determinados acontecimentos mudam o rumo do caminho que desejávamos. A sorte do ser humano é que, na minha opinião, todos têm essa vocação de viver, dada por Deus. Mas isso não é o bastante, é preciso ter uma grandiosidade de espírito, uma generosidade de amor e muita sabedoria, compreensão e fé para encontrar esse dom dentro de nós mesmos.
O mais complicado disso é que essa busca normalmente se dá nos momentos mais difíceis e alguns se perdem nessa jornada. Esse dom, que muitas pessoas também chamam de força interior, algo em que a gente se agarra no momento de sofrimento e consegue levantar a cabeça, é uma ferramenta de sobrevivência e nos ajuda a não desistir da vida.
Um dos fatos mais marcantes e sofridos desses sete meses em que fiquei longe foi a morte de uma criança, um recém-nascido, que eu nem cheguei a ver fora da barriguinha da mãe dele, mas que conheci bem, vi seu desenvolvimento e a alegria que ele sentia de ser tão amado e desejado por seus pais. Vi tudo isso não apenas pelas piruetas que eram visíveis, não precisava nem tocar na barriga, mas pela energia incrível que ele me transmitia através da sua mãezinha. Ele agora é um anjo especial de Deus e está no céu olhando por todos nós e, principalmente, por seus pais, que ainda sofrem muito com a sua partida.
Contei isso para mostrar um exemplo de dom, vocação ou força interior encontrada e bem usada. A mãe desse pequeno anjo é uma boa amiga, uma pessoa bastante iluminada e que não merecia tamanho sofrimento (acho que ninguém nesse mundo merece algo assim), mas ela é tão iluminada e forte que está seguindo em frente de uma maneira que me deixa encantada, eu tenho um orgulho danado dela, porque ela me ensinou que Deus é um pai maravilhoso, que nos conforta das coisas que a vida apronta com a gente. Um dia, quando chegar a minha hora de ir para o céu, vou agradecer a esse anjinho pela linda lição e por ter me dado uma amiga tão querida.
O título desse blog é uma referência a um dos primeiros livros que li de Clarice Lispector, autora que me encanta simplesmente por escrever como uma mulher, como qualquer mulher, por me fazer lembrar de mim mesma. E é esta a função deste espaço, quero me reconhecer aqui. Não estou me comparando com Clarice. Apesar de ser mulher, esposa, mãe e até jornalista como ela foi, não tenho pretensões literárias, apenas me ocorreu a idéia de contar coisas...
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
Carpe dien

O tempo começou a voar para mim, de repente virei uma mulher cheia de responsabilidades. Hoje eu sou mãe, esposa, dona de casa e jornalista, isso sem contar com o que eu já era antes (filha, irmã, neta, sobrinha, amiga etc). Às vezes, quando consigo parar um pouco, reflito sobre o que já passou e a impressão que eu tenho é que tudo o que vivi aconteceu ontem, claro que não faz uma “eternidade”, só tenho 26 anos, mas parece que faz muito menos do que isso.
Consigo lembrar claramente de um dia que acordei à noite, depois de ter um sonho ruim, e o quarto que eu dividia com a minha irmã estava escuro. Fiquei encolhidinha embaixo do lençol, com muito medo (a noite e o escuro sempre foram um problema para mim e ainda são, o tempo que leva do momento em que me deito até quando consigo dormir é um martírio, penso muita besteira). Nesse dia senti medo da morte, da minha própria, mesmo que fosse acontecer dali a muito tempo. Acho que devia ter uns 9 anos e, apesar do meu medo ser de não ter nada depois da morte, medo que Deus não existisse, comecei a rezar, pedi para que o tempo passasse logo, para eu virar uma adulta e deixar de ter medo.
Parece que Deus atendeu minhas súplicas, cresci, foi muito rápido, mas, infelizmente, o pedido veio incompleto: continuo sentindo medo de muitas coisas, inclusive da morte, mas agora não é mais da minha, é a das pessoas que amo. E sobre acreditar em Deus... bem, não tenho mais como duvidar dele, já foram muitas bênçãos recebidas.
Na minha vida o tempo virou ouro, principalmente porque os bons momentos são os que passam mais rapidamente. As horas com meu filho e meu marido eu nem sinto, um final de semana voa, mas dois dias de trabalho se arrastam, é sempre assim.
Reitero, o tempo está correndo mais para mim agora, isso porque hoje eu o percebo melhor, o crescimento e desenvolvimento desenfreado do meu filho não me deixa esquecer que a vida está seguindo, sem piedade. Lembro que quando descobri que estava grávida, algumas mulheres, já mães, me disseram: “Amanda curta esse momento da sua vida, porque acaba em um ‘piscar de olhos’”. Pois bem, devia ter seguido à risca os conselhos, porque foi muito, muito rápido, eu nem senti direito e Francisco já tem 1 ano. Aquele bebezinho que eu vi pela primeira vez, ainda dentro do meu útero, e que parecia mais um peixinho com um coração acelerado, agora anda a casa inteira, mexe em tudo é muito inteligente, sapeca, lindo e, apesar de tão pequeno, ocupa um espaço enorme na nossa casa e nas nossas vidas.
Pensado no que já passou e vendo para onde a vida me trouxe, tenho plena certeza de que, se eu pudesse recomeçar, faria tudo igual, ou melhor, só mudarias as vezes em que magoei as pessoas que eu amo. Contudo, alguns momentos eu viveria melhor, mais devagar, com mais cuidado, para gravar bem na minha memória.
Ainda bem que eu percebi o tempo bem a tempo de aproveitá-lo e vou começar a fazer isso agorinha...
Consigo lembrar claramente de um dia que acordei à noite, depois de ter um sonho ruim, e o quarto que eu dividia com a minha irmã estava escuro. Fiquei encolhidinha embaixo do lençol, com muito medo (a noite e o escuro sempre foram um problema para mim e ainda são, o tempo que leva do momento em que me deito até quando consigo dormir é um martírio, penso muita besteira). Nesse dia senti medo da morte, da minha própria, mesmo que fosse acontecer dali a muito tempo. Acho que devia ter uns 9 anos e, apesar do meu medo ser de não ter nada depois da morte, medo que Deus não existisse, comecei a rezar, pedi para que o tempo passasse logo, para eu virar uma adulta e deixar de ter medo.
Parece que Deus atendeu minhas súplicas, cresci, foi muito rápido, mas, infelizmente, o pedido veio incompleto: continuo sentindo medo de muitas coisas, inclusive da morte, mas agora não é mais da minha, é a das pessoas que amo. E sobre acreditar em Deus... bem, não tenho mais como duvidar dele, já foram muitas bênçãos recebidas.
Na minha vida o tempo virou ouro, principalmente porque os bons momentos são os que passam mais rapidamente. As horas com meu filho e meu marido eu nem sinto, um final de semana voa, mas dois dias de trabalho se arrastam, é sempre assim.
Reitero, o tempo está correndo mais para mim agora, isso porque hoje eu o percebo melhor, o crescimento e desenvolvimento desenfreado do meu filho não me deixa esquecer que a vida está seguindo, sem piedade. Lembro que quando descobri que estava grávida, algumas mulheres, já mães, me disseram: “Amanda curta esse momento da sua vida, porque acaba em um ‘piscar de olhos’”. Pois bem, devia ter seguido à risca os conselhos, porque foi muito, muito rápido, eu nem senti direito e Francisco já tem 1 ano. Aquele bebezinho que eu vi pela primeira vez, ainda dentro do meu útero, e que parecia mais um peixinho com um coração acelerado, agora anda a casa inteira, mexe em tudo é muito inteligente, sapeca, lindo e, apesar de tão pequeno, ocupa um espaço enorme na nossa casa e nas nossas vidas.
Pensado no que já passou e vendo para onde a vida me trouxe, tenho plena certeza de que, se eu pudesse recomeçar, faria tudo igual, ou melhor, só mudarias as vezes em que magoei as pessoas que eu amo. Contudo, alguns momentos eu viveria melhor, mais devagar, com mais cuidado, para gravar bem na minha memória.
Ainda bem que eu percebi o tempo bem a tempo de aproveitá-lo e vou começar a fazer isso agorinha...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
O Carnaval melhor do meu Brasil
Já estou morrendo de saudade!“Falam tanto que meu bloco está
Dando adeus prá nunca mais sair
E depois que ele desfilar
Do seu povo vai se despedir
No regresso de não mais voltar
Suas pastoras vão pedir:
Não deixem não
Que um bloco campeão
Guarde no peito a dor de não cantar
Um bloco a mais
É um sonho que
se fazNos pastoris da vida singular
É lindo ver, o dia amanhecer
Com violões e pastorinhas mil
Dizendo bem
Que o Recife tem
O carnaval melhor do meu Brasil”
Último Regresso
(Getúlio Cavalcanti)
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Recifense praticante
Em Recife já é carnaval, desde o começo de fevereiro, e esta época me faz lembrar do orgulho que tenho de ser recifense. E não é apenas por causa do caldeirão de cultura que aflora ainda mais neste período do ano, afinal essa diversidade e riqueza cultural não é uma exclusividade desta cidade, é de todo o Pernambuco. Mas Recife, por ser a capital deste Estado maravilhoso, torna-se o palco da incrível manifestação popular (que aqui não se resume em escola de samba). É essa capacidade de reunir tudo o que há de melhor em Pernambuco que me faz ser apaixonada pelo Recife e ser uma recifense praticante (leia a definição no fim do texto).
Aqui tem caboclinho de Goiana, papa-angus de Bezerros, caretas de Triunfo, caiporas de Pesqueira, além de muito frevo, maracatu, ciranda, afoxé e uma infinidade de outros ritmos. Uma alegria inexplicável toma conta de mim quando se aproximam esses quatro dias que enchem minha cidade de tanto sonho e fantasia.
Eu bem que queria, mas não é possível descrever o sentimento de participar da Noite dos Tambores Silenciosos, no Pátio do Terço, ou de assistir ao desfile apaixonado do bloco da Saudade. É de chorar de emoção ver a abertura do Carnaval do Recife, ao som de dezenas de nações de maracatus, comandadas por nada mais, nada menos do que o nosso maravilhoso Naná Vasconcelos. E de arrepiar quando presenciamos uma multidão não se conter ao ouvir um frevo de Capiba e cair na folia. É lindo, é mais que lindo!
Me orgulho do Recife, por sua beleza, seus prédios antigos, suas pontes, sua história gloriosa. Amo essa cidade pela intensidade do seu dia e a riqueza da sua noite. Adoro o povo recifense por sua fé e por sua alegria. Idolatro os mestres e poetas deste lugar abençoado. É o meu Recife, meu e de Frei Caneca, Ascenço Ferreira, Nelson Ferreira, Brennand, Canibal, Capiba, João Cabral de Melo Neto, Chico Science, Batutas de São José, Mestre Salú, Ariano, Lenine, Silvério, Lula, Nêna, Zero Quatro, Roger, Nação Zumbi, Nação Pernambuco, Velho Mangaba, Faces do Subúrbio, entre tantos outros.
Lenine e Lula Queirogua escreveram e eu assino em baixo:
“Minha cidade
menina dos olhos do mar
dos rios que levam meu coração
do sol que começa a raiar
é por você que eu peço na minha loa
por essa gente tão boa
abre um sorriso e canta
Minha cidade
das vilas, dos manguezais
dos altos e dos coqueiros
da fé que move o futuro
oh, Conceição, Senhora, abençoai
o meu Recife que só quer crescer e ser feliz
Recife eu te dou meu coração
Meu coração vai nas águas do rio
Olha o Recife da grande festa popular
dos bravos guerreiros que a história nos deu
dos arranha-céus e sobrados
É pra você que a gente oferece a loa
por essa terra tão boa abre a janela e canta
Minha cidade menina dos olhos do mar
dos mascates, dos mercados
das pontes dos tempos de Holanda
oh, Conceição, senhora, abençoai
o meu Recife que só quer crescer e ser feliz”
* Definição de Recifense Praticante: adjetivo, multigêneros. Pessoa que vive o Recife de forma apaixonada, enlouquece quando escuta um frevo, adora caldinho de boteco, bebe água de coco em Boa Viagem, toma café da manhã nos mercados e ama ver o Recife do alto dos morros. Torce por time da cidade, veste fantasia no Carnaval, vai ao desfile do Galo da Madrugada e dança ao som da praieira. Acredita que o oceano Atlântico nasce das águas do Capibaribe e Beberibe e não tem duvida: o Mundo começa no Recife.
Aqui tem caboclinho de Goiana, papa-angus de Bezerros, caretas de Triunfo, caiporas de Pesqueira, além de muito frevo, maracatu, ciranda, afoxé e uma infinidade de outros ritmos. Uma alegria inexplicável toma conta de mim quando se aproximam esses quatro dias que enchem minha cidade de tanto sonho e fantasia.
Eu bem que queria, mas não é possível descrever o sentimento de participar da Noite dos Tambores Silenciosos, no Pátio do Terço, ou de assistir ao desfile apaixonado do bloco da Saudade. É de chorar de emoção ver a abertura do Carnaval do Recife, ao som de dezenas de nações de maracatus, comandadas por nada mais, nada menos do que o nosso maravilhoso Naná Vasconcelos. E de arrepiar quando presenciamos uma multidão não se conter ao ouvir um frevo de Capiba e cair na folia. É lindo, é mais que lindo!
Me orgulho do Recife, por sua beleza, seus prédios antigos, suas pontes, sua história gloriosa. Amo essa cidade pela intensidade do seu dia e a riqueza da sua noite. Adoro o povo recifense por sua fé e por sua alegria. Idolatro os mestres e poetas deste lugar abençoado. É o meu Recife, meu e de Frei Caneca, Ascenço Ferreira, Nelson Ferreira, Brennand, Canibal, Capiba, João Cabral de Melo Neto, Chico Science, Batutas de São José, Mestre Salú, Ariano, Lenine, Silvério, Lula, Nêna, Zero Quatro, Roger, Nação Zumbi, Nação Pernambuco, Velho Mangaba, Faces do Subúrbio, entre tantos outros.
Lenine e Lula Queirogua escreveram e eu assino em baixo:
“Minha cidade
menina dos olhos do mar
dos rios que levam meu coração
do sol que começa a raiar
é por você que eu peço na minha loa
por essa gente tão boa
abre um sorriso e canta
Minha cidade
das vilas, dos manguezais
dos altos e dos coqueiros
da fé que move o futuro
oh, Conceição, Senhora, abençoai
o meu Recife que só quer crescer e ser feliz
Recife eu te dou meu coração
Meu coração vai nas águas do rio
Olha o Recife da grande festa popular
dos bravos guerreiros que a história nos deu
dos arranha-céus e sobrados
É pra você que a gente oferece a loa
por essa terra tão boa abre a janela e canta
Minha cidade menina dos olhos do mar
dos mascates, dos mercados
das pontes dos tempos de Holanda
oh, Conceição, senhora, abençoai
o meu Recife que só quer crescer e ser feliz”
* Definição de Recifense Praticante: adjetivo, multigêneros. Pessoa que vive o Recife de forma apaixonada, enlouquece quando escuta um frevo, adora caldinho de boteco, bebe água de coco em Boa Viagem, toma café da manhã nos mercados e ama ver o Recife do alto dos morros. Torce por time da cidade, veste fantasia no Carnaval, vai ao desfile do Galo da Madrugada e dança ao som da praieira. Acredita que o oceano Atlântico nasce das águas do Capibaribe e Beberibe e não tem duvida: o Mundo começa no Recife.
sábado, 24 de janeiro de 2009
Israelenses e palestinos: vilões ou vítimas?
Finalmente consegui um tempinho para escrever neste blog. O ano começou tumultuado no jornal, muita coisa acontecendo pelo mundo afora e tudo notícia, aí já viu?! Janeiro está sendo um mês longo! Já fiz tanta coisa, parece que faz uma eternidade que entramos em 2009. Pensei várias vezes em escrever um texto sobre um episódio que tristemente marcou o início deste ano, mas não deu tempo enquanto ele acontecia (no auge da minha fúria), justamente por conta da cobertura desse fato. Mas, antes tarde do que nunca!
Não é nenhuma novidade o que acontece no Oriente Médio. Há mais de um século, judeus e palestinos se engalfinham naquela região. Mas não tem como alguém se acostumar (ocidentais, nem orientais de qualquer religião) com milhares de inocentes morrendo em nome de um “ideal maior” que nem deles é. Quem tem o direito de matar dezenas de crianças? Quem tem o direito de jogar com a vida delas? Pois é isso que estão fazendo! Não sei quem tem razão, quem chegou primeiro naquele pedaço de chão (que já foi só Palestina e agora é Faixa de Gaza, Cisjordânia e Israel) para se dizer dono dele. Acho até que ninguém sabe, nem mesmo os grandes estudiosos sobre o assunto, nem mesmo os dirigentes das Nações Unidas (ONU).
O conflito israelo-palestino é uma verdadeira “bola de neve”, com o passar dos anos vai ficando maior. Árabes palestinos dizem que toda aquela região pertencia a eles. Acusam os judeus israelenses de serem invasores e de estarem promovendo um genocídio. Não tiro totalmente a razão desse povo! Eles passaram séculos sendo dominados por vários povos, mais fortes e organizados belicamente. A Palestina já passou pelas mãos de babilônios, romanos, otomanos e quando seus cidadãos pensaram que ficariam livres, foram traídos pelos britânicos (que fizeram os palestinos acreditarem que iriam lutar por sua independência, mas tinham em mente um maquiavélico plano para colonizar aquela região e extrair o petróleo, abundante no Oriente Médio).
Para completar, vem uma entidade mundial (que tira autoridade não sei de onde) e simplesmente decreta que a Palestina deve ser dividida em dois Estados: um judeu e outro palestino. Aí eu me pergunto, como administrar gente estranha se metendo na sua casa e dizendo que agora ela tem que ser dividido com outras pessoas completamente diferentes de você, com costumes opostos aos seus? Fácil é generalizar e chamar todos os muçulmanos de terroristas!
O terrorismo existe, mas não é só no Oriente Médio. Eu diria que existem dois tipos de terrorismo: um lícito e um ilícito. Vamos tomar como exemplo o exército americano que, há alguns anos, com a desculpa de que iria “lutar contra o terror”, invadiu o Iraque e matou centenas de civis (além dos seus próprios soldados). É importante lembrar que os EUA invadiram o Iraque afirmando que eles tinham armas de destruição em massa. Pois bem, seis anos se passaram e quem foram os verdadeiros terroristas? Os americanos mataram, torturaram, perseguiram e não conseguiram nada com isso, aliás conseguiram sim... aumentar a ira dos radicais daquelas bandas (os terroristas ilícitos). Um feito heróico, concordam?
Algumas vezes acho que o governo americano acredita que a população mundial é tão estúpida e alienada quanto a sua própria e que eles podem fazer qualquer barbaridade que todo mundo vai achar lindo! Pelo amor de Deus, quem é ingênuo o suficiente para acreditar que os EUA estão preocupados com o futuro da humanidade?
Quem tem o mínimo de informação sabe da dependência americana do petróleo do Oriente Médio. Os americanos estão se lixando para Osama Bin Laden, o que eles querem é manter aquele povo desestruturado (talvez colonizado seja a palavra certa). Afinal, como se explica países tão ricos em um fóssil tão almejado palas maiores potências do mundo, serem tão miseráveis como são? Simples: é a mesma explicação para um país tão cheio de riquezas naturais como o Brasil, após mais de 500 anos da sua descoberta, estar ensaiando um desenvolvimento: a exploração alheia.
Na minha humilde opinião, Israel é o instrumento desestruturador, que serve para manter aquele povo em guerra constante e que despista a opinião publica dos verdadeiros culpados.
Por outro lado, os líderes islâmicos têm uma enorme parcela de culpa no que acontece naquela região. Há mentes brilhantes no Oriente Médio que manipulam a massa ignorante e sofrida. Entretanto, são mentes consumidas por um radicalismo religioso que se confunde com o ato de governar: são as Teocracias, uma mistura perigosa de poder e religião (essa junção já derramou muito sangue inocente em outras situações, como no caso da Santa Inquisição, na Idade Média).
Os radicais islâmicos acreditam que quem não os segue são infiéis e não deveriam existir. Esse sentimento, estimulado pelos ataques ocidentais, deveriam ser combatidos pelos líderes não-radicais daquela região. Alguém precisa fazer esse povo enxergar que a luta armada só leva a mais destruição e miséria e que um acordo de paz com Israel seria meio caminho andado para uma vida melhor. Afinal, os judeus têm todo o interesse na paz, que país quer viver eternamente sendo bombardeado? Uma visão menos míope daria a exata noção aos povos muçulmanos de que Israel é um pedaço de chão árido de aproximadamente 20 mil quilômetros quadrados (o que equivale ao estado de Sergipe) e que nem petróleo tem, comparado com a imensidão de 13 milhões de quilômetros quadrados que é o território do Oriente Médio (o equivalente a toda América Latina). Será que não há espaço para o pequeno Estado Judeu em toda essa extensão?
Cheguei a ouvir absurdos como: “os Israelenses estão se vingando, no povo palestino, de tudo o que passaram com nazismo alemão”. E pior, já ouvir gente dizer que o holocausto (que abateu mais de seis milhões de judeus) é uma grande invenção, uma mentira, que nunca aconteceu e que os judeus contam essa “lorota” para que o mundo tenha piedade deles e acreditem na legitimidade de Israel. Vamos combinar que a galera pira, de verdade!
Em primeiro lugar, não se compara o que aconteceu no nazismo com o que acontece no Oriente Médio. É completamente diferente. Islâmicos e judeus se atacam mutuamente. Por mais que o poder de fogo de Israel seja infinitamente maior do que o dos grupos radicais, que iniciam as guerras em Gaza, por exemplo. As bombas artesanais do Hamas, lançadas contra Israel, também ameaçam civis inocentes e qualquer país tem o direito de defender sua população. Na Alemanha nazista, os judeus não atiravam bombas contra os cidadãos alemães. Eles foram mortos porque eram considerados uma raça inferior e ponto.
A defesa do seu povo explica os ataques Israelenses, mas não legitima a morte de inocentes, especialmente crianças, da Palestina. Uma vez ouvi de um judeu as seguintes palavras: “Israel luta contra um inimigo que não tem medo de morrer. Ao contrário, um inimigo que acredita que morrer lutando pela sua pátria ou religião faz dele um mártir. Os radicais-islâmicos não temem pelas vidas dos civis, acreditam que todos serão mártires e que irão para o paraíso. Por isso tantos inocentes morrem, ninguém os defende”.
Não é nenhuma novidade o que acontece no Oriente Médio. Há mais de um século, judeus e palestinos se engalfinham naquela região. Mas não tem como alguém se acostumar (ocidentais, nem orientais de qualquer religião) com milhares de inocentes morrendo em nome de um “ideal maior” que nem deles é. Quem tem o direito de matar dezenas de crianças? Quem tem o direito de jogar com a vida delas? Pois é isso que estão fazendo! Não sei quem tem razão, quem chegou primeiro naquele pedaço de chão (que já foi só Palestina e agora é Faixa de Gaza, Cisjordânia e Israel) para se dizer dono dele. Acho até que ninguém sabe, nem mesmo os grandes estudiosos sobre o assunto, nem mesmo os dirigentes das Nações Unidas (ONU).
O conflito israelo-palestino é uma verdadeira “bola de neve”, com o passar dos anos vai ficando maior. Árabes palestinos dizem que toda aquela região pertencia a eles. Acusam os judeus israelenses de serem invasores e de estarem promovendo um genocídio. Não tiro totalmente a razão desse povo! Eles passaram séculos sendo dominados por vários povos, mais fortes e organizados belicamente. A Palestina já passou pelas mãos de babilônios, romanos, otomanos e quando seus cidadãos pensaram que ficariam livres, foram traídos pelos britânicos (que fizeram os palestinos acreditarem que iriam lutar por sua independência, mas tinham em mente um maquiavélico plano para colonizar aquela região e extrair o petróleo, abundante no Oriente Médio).
Para completar, vem uma entidade mundial (que tira autoridade não sei de onde) e simplesmente decreta que a Palestina deve ser dividida em dois Estados: um judeu e outro palestino. Aí eu me pergunto, como administrar gente estranha se metendo na sua casa e dizendo que agora ela tem que ser dividido com outras pessoas completamente diferentes de você, com costumes opostos aos seus? Fácil é generalizar e chamar todos os muçulmanos de terroristas!
O terrorismo existe, mas não é só no Oriente Médio. Eu diria que existem dois tipos de terrorismo: um lícito e um ilícito. Vamos tomar como exemplo o exército americano que, há alguns anos, com a desculpa de que iria “lutar contra o terror”, invadiu o Iraque e matou centenas de civis (além dos seus próprios soldados). É importante lembrar que os EUA invadiram o Iraque afirmando que eles tinham armas de destruição em massa. Pois bem, seis anos se passaram e quem foram os verdadeiros terroristas? Os americanos mataram, torturaram, perseguiram e não conseguiram nada com isso, aliás conseguiram sim... aumentar a ira dos radicais daquelas bandas (os terroristas ilícitos). Um feito heróico, concordam?
Algumas vezes acho que o governo americano acredita que a população mundial é tão estúpida e alienada quanto a sua própria e que eles podem fazer qualquer barbaridade que todo mundo vai achar lindo! Pelo amor de Deus, quem é ingênuo o suficiente para acreditar que os EUA estão preocupados com o futuro da humanidade?
Quem tem o mínimo de informação sabe da dependência americana do petróleo do Oriente Médio. Os americanos estão se lixando para Osama Bin Laden, o que eles querem é manter aquele povo desestruturado (talvez colonizado seja a palavra certa). Afinal, como se explica países tão ricos em um fóssil tão almejado palas maiores potências do mundo, serem tão miseráveis como são? Simples: é a mesma explicação para um país tão cheio de riquezas naturais como o Brasil, após mais de 500 anos da sua descoberta, estar ensaiando um desenvolvimento: a exploração alheia.
Na minha humilde opinião, Israel é o instrumento desestruturador, que serve para manter aquele povo em guerra constante e que despista a opinião publica dos verdadeiros culpados.
Por outro lado, os líderes islâmicos têm uma enorme parcela de culpa no que acontece naquela região. Há mentes brilhantes no Oriente Médio que manipulam a massa ignorante e sofrida. Entretanto, são mentes consumidas por um radicalismo religioso que se confunde com o ato de governar: são as Teocracias, uma mistura perigosa de poder e religião (essa junção já derramou muito sangue inocente em outras situações, como no caso da Santa Inquisição, na Idade Média).
Os radicais islâmicos acreditam que quem não os segue são infiéis e não deveriam existir. Esse sentimento, estimulado pelos ataques ocidentais, deveriam ser combatidos pelos líderes não-radicais daquela região. Alguém precisa fazer esse povo enxergar que a luta armada só leva a mais destruição e miséria e que um acordo de paz com Israel seria meio caminho andado para uma vida melhor. Afinal, os judeus têm todo o interesse na paz, que país quer viver eternamente sendo bombardeado? Uma visão menos míope daria a exata noção aos povos muçulmanos de que Israel é um pedaço de chão árido de aproximadamente 20 mil quilômetros quadrados (o que equivale ao estado de Sergipe) e que nem petróleo tem, comparado com a imensidão de 13 milhões de quilômetros quadrados que é o território do Oriente Médio (o equivalente a toda América Latina). Será que não há espaço para o pequeno Estado Judeu em toda essa extensão?
Cheguei a ouvir absurdos como: “os Israelenses estão se vingando, no povo palestino, de tudo o que passaram com nazismo alemão”. E pior, já ouvir gente dizer que o holocausto (que abateu mais de seis milhões de judeus) é uma grande invenção, uma mentira, que nunca aconteceu e que os judeus contam essa “lorota” para que o mundo tenha piedade deles e acreditem na legitimidade de Israel. Vamos combinar que a galera pira, de verdade!
Em primeiro lugar, não se compara o que aconteceu no nazismo com o que acontece no Oriente Médio. É completamente diferente. Islâmicos e judeus se atacam mutuamente. Por mais que o poder de fogo de Israel seja infinitamente maior do que o dos grupos radicais, que iniciam as guerras em Gaza, por exemplo. As bombas artesanais do Hamas, lançadas contra Israel, também ameaçam civis inocentes e qualquer país tem o direito de defender sua população. Na Alemanha nazista, os judeus não atiravam bombas contra os cidadãos alemães. Eles foram mortos porque eram considerados uma raça inferior e ponto.
A defesa do seu povo explica os ataques Israelenses, mas não legitima a morte de inocentes, especialmente crianças, da Palestina. Uma vez ouvi de um judeu as seguintes palavras: “Israel luta contra um inimigo que não tem medo de morrer. Ao contrário, um inimigo que acredita que morrer lutando pela sua pátria ou religião faz dele um mártir. Os radicais-islâmicos não temem pelas vidas dos civis, acreditam que todos serão mártires e que irão para o paraíso. Por isso tantos inocentes morrem, ninguém os defende”.
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