terça-feira, 11 de novembro de 2008

Vou escrever...

Ontem completei 26 anos de idade e, ontem mesmo, resolvi que passaria a escrever mais sobre coisas que gosto. Vai ser uma distração, um auto-conhecimento e, por que não, um veículo de comunicação. Vou falar de mim e escrever o que penso sobre tudo o que me interessa: a minha vida, jornalismo, assuntos que estão na “boca do povo”, sobre coisas que escrevi para o jornal onde trabalho, mas que não gostei, e sobre o que eu gostei também, claro.Vou contar experiências, minhas e dos outros, coisas que vi e vivi nesses 26 anos e também o que vem pela frente.
Talvez esse nem fosse o momento certo para criar um blog, que acaba roubando um tempo legal da gente, mas foi quando essa necessidade veio. Não é o começo, nem o meio, nem, muito menos, o fim da minha vida, mas é uma fase de muitas novidades: há dois anos sou esposa, há seis meses sou mãe e nada é mais como antes.
Passei de protegida a protetora, às vezes não me reconheço, sou, agora, uma verdadeira leoa, defendo minha família com unhas e dentes, mas passo a “manteiga derretida” em um piscar de olhos, quando vejo um sorriso do meu filho, ou quando recebo um carinho inesperado do meu marido. Minha vida está longe de ser a de uma princesa, como minha mãe dizia que seria, mas é a única que eu gostaria de ter.
Bom, é isso, vou escrever e ponto. Nessa primeira postagem vou deixar um trecho do livro de Clarice Lispector que deu nome ao meu blog. Esse pedacinho me remete às minhas próprias descobertas, a sentimentos inexplicáveis, maravilhosos...


Medo da eternidade

“Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: - Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.”

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