sábado, 27 de dezembro de 2008

Natal e Ano Novo

Demorei, mas cá estou eu novamente. É que o Natal realmente me consumiu! Foi o primeiro Natal do meu filhote, Francisco, e, por isso, todos (leia-se os avós) queriam estar perto dele. Para resolver o impasse, decidimos comemorar a data aqui em casa, só que a dona da casa (euzinha), trabalha muito, cozinha muito pouco e tem um bebê de sete meses, que mama que só um desesperado, para dar conta. O resultado foi uma Amanda atacadíssima!! ! Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos. Ou quase todos, porque o nosso feriado (meu e de Fellipe) não escapou.
Depois da festa, os convidados vão, mas a bagunça fica e, o mais grave de tudo, como era Natal, a nossa secretária estava de folga. Sobrou, então, para nós, dois trapinhos humanos, depois de uma noite mal dormida com Francisco, arrumar tudo. Só nos recuperamos totalmente na sexta-feira e, para comemorar, resolvemos fazer um agradável passeio no zôo. No entanto, como não podia ser diferente, o sol e o peso do nosso garotinho dificultaram um pouco os planos e, mais uma vez, chegamos em casa exaustos, foi uma barra! (eheheheh). E não parou por aí não, teve passeio no shopping, ida ao “Baile do Menino Deus”, almoço fora e até confraternização da Folha de Pernambuco, tudo com Francisco, claro.
Mas é isso mesmo, depois dos filhos a vida não é mais a mesma! Não é pior, é apenas diferente. Cheia de sacrifícios, é verdade, mas não conheço ninguém que quisesse voltar no tempo para não ter os seus filhos. Depois que chegam, eles se tornam a razão das nossas vidas e tudo que a gente faz por eles (mesmo mortos de cansados), faz feliz e satisfeito.
É uma pena que no Ano Novo a gente não vai poder repetir a dose, quem trabalha em jornal só tem um feriado. Na virada estarei, firme e forte, fechando os cadernos Brasil, Planeta, Geral, Regional e Empregos da Folha de Pernambuco, alguém tem que trabalhar para os Pernambucanos terem o que ler na manhã do primeiro dia de 2009. Por isso, como estarei muitíssimo ocupada no Reveillon, já vou desejando para todos os que visitam esse blog (minha família e amigos) um Ano Novo cheio de realização e muita energia positiva!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Confissões de uma mulher apaixonada


Acho que quando eu nasci, Deus olhou para mim e disse: fará parte da vida dessa garotinha algumas das melhores pessoas que eu já coloquei no mundo. E assim foi feito! Mas é apenas sobre uma dessas pessoas que quero falar nesse texto, aquela que, junto comigo, está construindo uma nova vida, uma nova família, o homem mais amado e importante para mim, o meu marido Fellipe.
Para a grande maioria das pessoas, ele pode parecer um cara comum, com defeitos e qualidades. Mas se enganam profundamente! Ele não é comum, de maneira nenhuma, ele na verdade é um príncipe encantado, o ser mais doce, mais bonito, mais inteligente, mais gentil e compreensivo que eu já conheci. E não é só coisa de mulher apaixonada não, todos que o conhecem sabem disso, e o adoram! Felizes os que tiveram o privilégio de tê-lo em suas vidas, com certeza devem ter lembranças muito boas.
Mais felizes ainda são aqueles que continuam desfrutando da sua presença, da sua amizade e carinho. E acima de qualquer um na escala da felicidade estou eu, sua mulher, que vou ter o imenso prazer de compartilhar minha vida inteira com ele.
Meu amor me completa tanto, que, muitas vezes, me pego com um sentimento muito difícil de explicar. Como se o tempo que a gente viveu antes de ficar junto tivesse sido roubado de nós. Outras vezes imagino que o nosso encontro foi na hora certa! Estávamos maduros um para o outro. Nós fomos o encontro mais perfeito que já existiu.
Estou tentando não ser clichê, mas é muito difícil quando a gente fala de amor e quem ama, com certeza, consegue me compreender. Esse sentimento, que hoje mora em mim e é todo de Fellipe, é tão grandioso, tão profundo, que não eu não tenho dúvidas de que é definitivo. Foi tudo tão natural, desde o começo, parecia que já nos pertencíamos há tempos, de uma outra vida, talvez.
O fato é que, do início do namoro até o casamento, foram pouco menos de nove meses. Com toda certeza, nossa decisão de oficializar tudo, aos olhos de Deus e da Justiça, causou estranheza nas pessoas. Mas acredito que agora, após dois anos e três meses de casados (três anos de namoro), ninguém mais duvida que fomos feitos um para o outro.
Nossa história é bem interessante (lógico que isso é um julgamento meu, profundamente tendencioso e sujeito a total discordância dos outros). Não fomos um caso de amor à primeira vista. Ao contrário, a primeira vez que vi meu marido, em toda a minha vida, foi justamente no carro de sua ex-namorada (é exatamente isso, eu estava no carro pegando uma carona). Não me lembro de ter sentido nada, mas, por algum motivo, nunca esqueci daquele dia e nem do rosto de Fellipe (que só voltei a ver mais de dois anos depois do episódio).
Tempos mais tarde, fui selecionada para um estágio na Assembléia Legislativa de Pernambuco, exatamente para o mesmo departamento que Fellipe trabalha. Assim que o vi, reconheci imediatamente, mas nem toquei no assunto, achei que ele não lembraria de mim (mais tarde soube que ele também lembrou). Rapidamente nos tornamos bons amigos (de trabalho, a gente nunca saía junto), conversávamos muito, foi uma empatia imediata, mas não passou disso. Terminei o estágio e fui chamada para trabalhar na Rádio Folha de Pernambuco, o que nos afastou. Vez por outra, ele deixava um recado no meu orkut, sempre igual: “oi menina sumida, não aparece mais por aqui (Alepe) para rever os amigos, né?” Foi assim durante quase um ano.
Até que um dia, conversando pelo msn (acho que isso foi em outubro de 2005), ele me chamou para sair e uma alegria inesperada apareceu no meu coração, parecia que ela só estava esperando aquelas palavras para despertar. Foi aí que tudo começou.
Hoje, sou ainda mais feliz do que naquele tempo e acho até que discordo um pouco do poeta Vinícius de Moraes, para mim, felicidade não tem mais fim. O meu amor é um marido carinhoso, atento a tudo, faz qualquer coisa para me ver com um sorriso no rosto e, o melhor de tudo, é um excelente pai. O melhor que Francisco, nosso filhote de sete meses, poderia desejar.
Quando eu era criança, perguntava a minha mãe como eu ia saber que um determinado homem seria meu marido. Ela tentava me explicar sobre o amor de uma maneira que uma criança entendesse e dizia: vai dar uma dorzinha boa no coração, filha, e você vai saber. E eu insistia, “mas mãe, e se ele não sentir a dorzinha, nunca vou poder ter filhos?” E ela ria muito e dizia: “o que é do homem o bicho não come”. Aí sim, minha cabecinha dava um nó! E me torturei durante anos com medo de nunca sentir a “dorzinha boa”. Mas não é que eu senti e realmente é uma dorzinha, a melhor do mundo!

sábado, 13 de dezembro de 2008

O ser jornalista

Andei meio sem tempo de escrever nos últimos dias, aliás “falta de tempo” é a expressão chave da minha vida. Não será incomum que este blog fique, algumas semanas, sem uma nova postagem sequer. Trabalho muito, muito mesmo! O dia-a-dia de uma redação de jornal é algo inacreditável, o volume de trabalho diário é enorme e, o que é mais desesperador, no dia seguinte zera tudo, um dia não ajuda o outro. Em um jornal de circulação diária (como o que eu trabalho) não tem essa de “vou adiantar o serviço para amanhã ficar mais folgado”, ou então “vou dobrar hoje e folgar amanhã”, isso não existe mesmo.
Não interessa o quanto você trabalhou no dia anterior, o seguinte sempre pode ser muito pior. O mais interessante de tudo isso é que fazer jornalismo vicia, contamina a sua vida, ultrapassa as barreiras físicas do trabalho. Ser jornalista (especialmente para aqueles que vivenciam a rotina de um veículo de comunicação) deixa de ser apenas uma profissão, se transforma em uma personalidade, um jeito jornalista de ser. Não quero dizer com isso que essa categoria se massifica em uma única característica, ao contrário, o ser jornalista se manifesta das mais diferentes e inusitadas maneiras. Um mesmo jornalista, por exemplo, pode ter muitas “caras” e isso pode ser tanto uma qualidade, como um defeito.
No meu caso (claro que eu sou suspeita, cabe às pessoas que me conhecem me julgar), procuro usar as minhas “caras” para o bem (esse “bem” também é algo subjetivo). Na minha rotina de trabalho, algumas vezes, não posso me mostrar como sou (ou estou). Ali, como em qualquer outro trabalho, sou uma profissional, no entanto, a minha atividade depende de outras pessoas. Para redigir uma matéria ou reportagem eu preciso das fontes (pessoas que vão me passar informações), elas são como plantinhas, precisam ser cultivadas e cativadas para dar frutos. Concluindo, no trabalho “piso em ovos” diariamente, para “arrancar notícias”.
Com o tempo, entretanto, essa tarefa deixa de ser difícil e, em alguns casos, fica até divertida, emocionante. É exatamente usando as nossas “caras” que conseguimos levar as fontes, autoridades, governantes e quem quer que seja entrevistado a dizer o que julgamos ser uma informação relevante para a sociedade. E aí mora o perigo da profissão, o ideal é que o repórter conduza a entrevista e não a induza. Os problemas vão além da indução, afinal, depois da apuração, o repórter vai organizar as idéias e escrever o seu texto, é preciso ter muito cuidado nesse momento. Qualquer deslize (que pode ser um deslize de moral) pode deixar a matéria como o repórter gostaria que ela fosse e não como realmente ela é. Isso se chama distorcer a informação e é bastante condenável.
Mas, para ser sincera, notícia genuinamente imparcial definitivamente não existe, é humanamente impossível. Só o fato das informações serem processadas pelo nosso cérebro e traduzidas em um texto, já sofrem interferência e, portanto, o produto do nosso trabalho, não passa de interpretação dos fatos e não dos fatos em si. ( Daqui a pouco vou acabar escrevendo uma tese sobre esse tema...eheheh).
Já escutei, algumas vezes, um ditado que é mais ou menos assim: “os médicos acham que são deuses, os jornalistas têm certeza”. Concordo, mas não para todos os casos. Jornalista é sim uma “raça”, que pode ser desprezível ou fascinante, depende do ponto de vista e do jornalista também, é claro. O fato é que vivemos sob pressão 24h por dia e isso mexe com a pessoa (será que estou me fazendo entender?) Não quero justificar os meios com os fins, mas cada dia é uma corrida incessante, um querendo furar o outro (furo de reportagem), um querendo ser melhor que o outro. A vaidade também é um lado vulnerável do jornalista, que o faz vacilar muito. Tem gente, por ai, que se perdeu totalmente por conta deste pecado capital.
Apesar de tudo, vou seguindo jornalista mesmo, até quando Deus quiser! Pensando na minha vida, às vezes acredito que não fui eu quem escolheu esse caminho, e sim ele que me escolheu! Talvez não seja por acaso, talvez o destino me reserve uma grata surpresa. Quantos jornalistas contribuíram com o avanço da humanidade, posso fazer isso também um dia!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Registrando
















Não vou tornar a falar aqui sobre o desastre ocorrido em Santa Cataria, não precisa, ninguém consegue esquecer aquelas cenas, mesmo quem acompanha de longe, como eu. Mas não podia deixar de registrar neste meu espaço um fato que me emocionou e entristeceu.

Um alerta!!!
Depois das enchentes no estado de Santa Catarina, diversas campanhas foram lançadas para arrecadar donativos e dinheiro para as vítimas. No entanto, gente de má fé está se aproveitando da situação e da comoção nacional para extorquir os interessados em ajudar quem realmente está precisando. Essas pessoas estão agindo principalmente pela internet, através de sites falsos ou informando contas bancárias “fantasma”. Na tentativa de desviar das fraudes, o governo de Santa Catarina pede para aqueles que desejam fazer doações que visitem o site oficial do desastre: http://www.desastre.sc.gov.br/ .