segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ser mãe é...


Ser mãe era o sonho da minha vida, não poderia nunca passar pelo mundo sem ter vivido essa experiência. No entanto, resolvi escrever esse texto com um propósito diferente. Não vou listar aqui os sentimentos desse momento, existe uma bibliografia vasta sobre isto. Vou falar de atitudes oriundas de emoções, que fazem da Mãe uma “espécie” dentro da espécie humana. Um ser completamente distinto e intrigante. Enfim, vou falar da alegria de se colocar em segundo plano.
Quem já é mãe deve saber do que estou falando (e olha que eu estou apenas do começo desta longa jornada). Neste curto período que já vivi como mãe, tenho assunto para um livro inteiro, mas vou tentar resumir.
Ser mãe é ... achar ótimo não ter tempo nem de ir ao banheiro fazer xixi, e depois contar com orgulho para as visitas do bebê que acabou tendo uma cistite porque seu filho não larga o peito. É ter a melhor crise de coluna do mundo, afinal, ela é fruto do crescimento saudável do seu filhote. É não agüentar mais de dor nos braços, mas não conseguir, de jeito nenhum, deixar seu bebê no berço. É rezar, todos os dias, para não ter sono nunca mais, só para poder passar a noite inteira vigiando o sono do pequeno. É não confiar nem na própria sombra, quando o assunto é a segurança desse serzinho. É tirar um monte de fotos e depois notar que não está em quase nenhuma delas.
Mas não é só isso, ter neném significa ser a mulher mais realizada do mundo em ficar 24h por dia à disposição do seu filho. É se arrumar toda para ir ao supermercado depois de dois meses de confinamento (só de casa para o pediatra e do pediatra para casa). É ter muito, muito, muuuuuuuito sono, e chorar mais um tantão. É querer sua mãe do seu lado cada vez que o seu filho chora e você ainda não consegue identificar o que ele tem.
É achar que tudo faz mal, frio, calor, chupeta, mamadeira, Nan, Mucilon, sopinha da Nestlé, mão, beijo, bicho de pelúcia e tudo mais que não estiver esterilizado.
Mãe também não consegue pensar em nenhuma programação que não inclua seu filho e simplesmente se esquece do que gostava antes dele existir. Mãe que é mãe, também não hesita em trocar qualquer programa (até show de Lenine, pior, até show de Chico Buarque ou de Maria Bethânia), e ficar em casa desmamando e estocando leite para seu bebê ficar acobertado enquanto ela trabalha. Isso é só o que eu me lembrei enquanto escrevia, mas tem muito mais e é tudo verdade e incrivelmente maravilhoso...

5 comentários:

Anônimo disse...

Acho que ser mãe e ser pai é também perceber o quanto nós podemos nos tornar pessoas possessivas. Junto com o nosso filho, bem que também poderiam nascer mais dois braços no nosso corpo para que pudéssemos protegê-lo melhor.
Engraçado que não queremos largar a nossa criança por nada, mas ao mesmo tempo ficamos super aliviados quando aparece alguém para segurar ele um pouquinho. Contanto que não seja algum estranho, lógico.
Falando em sentimento de posse e em estranhos, lembro da ocasião em que uma mulher (que eu nunca vi na minha vida!!) roubou Francisco dos braços da minha sogra e o levou para mostrar às pessoas que estavam em sua mesa. Isso foi num domingo desses, no Bar Guaiamum Gigante.
Automaticamente, estendi os braços em direção ao meu filho como se tentasse impedir que ela o pegasse. Recuei para não parecer indelicado (afinal de contas, percebi que ela era uma conhecida de Tia Solange).
Mas não nego que fiquei fuzilando a figura com os olhos. Ela ficou tão atordoada quando percebeu minha indignação que devolveu Francisco imediatamente.
Ter um filho é também passar algumas noites de cão, tentando fazer o menino dormir sem obter sucesso, e, no entanto, se deliciar com a expressão de intensa felicidade estampada no rosto dele ao acordar olhando para as olheiras dos pais.
Ainda poderia escrever muitas outras coisas sobre como é fantástico viver a experiência de ter um filho. Mas, pra não ficar cansativo, só queria terminar dizendo que o melhor, é poder dividir tudo isso com alguém que você ame. Amanda é uma mãe sensacional, exemplar, extremamente cuidadosa com Francisco, e ainda arruma tempo pra cuidar do maridão aqui também. ;)

Anônimo disse...

Esqueci de dizer que essa foto é linda demais!!!

Anônimo disse...

¨Ser mãe é...algum tempo depois ser avó...e aí todos esses sentimentos nos invadem novamente numa intensidade surpreendente,podemos até estarmos mais velhas,porém nos tornamos mais fortes,duplamente felizes e realizadas,decididas a perpetuar a felicidade dos nossos filhos e netos.

Regina Coeli disse...

Amandinha, perfeito!!!
Pena que algumas mães não consigam sentir tudo isso, que so consigam ver o que de negativo encontram neste caminho l i n d o o o o!!!!!!
Um beijão da tia vó
Coeli

Anônimo disse...

a unico cometario q posso fazer é q fico muito feliz em te vê feliz... eu não sou mãe, mas sou uma Tia muito feliz por ter um sobrinho lindo e saldavel fruto de um Amor verdadeiro... amo vcs 3!!!